And They Always Comeback

Pixies & Franz Ferdinand. Os primeiros são a banda de arranque do cartaz do Paredes de Coura que se aproxima. Os segundos vêm abrir para os U2 e possivelmente fazer comprinhas no Freeport de Alcochete.

Ou Portugal é o país onde determinadas bandas nunca vêm, ou se tranforma na segunda casa daquelas que por cá passam. Ou o público é mesmo bom, ou as promotoras gostam mesmo daquela lógica repeat de que fala a Radar. Se são bons uma vez, hão-de ser duas, três e trinta. Primeiro havia os Lamb, os Guano Apes ou os Placebo. Depois a onda Morangos com Açúcar torturou-nos com doses múltiplas de Reamonn e mais um sósia português do Lenny Kravitz a aparecer em tudo quanto era palco. Agora – e para gádio, confessa-se, o que não impede ainda assim a crítica – Josh Rouse, Rufus Wainwright… e a banda de “Take me Out”.

Os Pixies regressam passado um ano, mas esses têm desculpa, que estiveram perto de uma década em modo pausa. E no anfiteatro natural mais reconhecido do país, desde que a chuva não resolva pregar nova partida (e mesmo que o dilúvio se repita) lá estaremos a confirmar o desfile de temas que apelam à memória e às revisitações. “Debaser!” é o grito do ipiranga.

Alex Kapranos e companhia, depois de confirmada a sua vinda para abrirem as hostes em U2, vêem-se envolvidos numa confusão relativa a um possível concerto no Freeport. Bem, já os U2 foram confirmados e negados, mas esses tinham bilhetes para vender. Aliás, com as sucessivas notícias relativas ao concerto e à venda de bilhetes da banda até se torna acessória qualquer campanha de marketing adicional.

A corrida ao comunicado de imprensa também não ajuda e o desmentido é cada vez mais frequente. O erro torna-se cada vez menos inconsequente aos olhos de quem o comete, precisamente por essa urgência em anunciar, frequentemente alheia à lógica de informar e explicar. Fala-se disso nas aulas de teoria do jornalismo, mas depois na prática a “auto-estrada da informação” impõe uma velocidade que torna quase impraticável esse cuidado mais exaustivo na transmissão de informação. Para os acérrimos defensores do “publicar em cima do acontecimento” pode-se deixar a questão: porque é que a internet continua a não inspirar tanta confiança como os meios impressos?

Enveredando pela lógica da teoria da conspiração, seria prática interessante e largamente vantajosa para as promotoras avançarem bandas sem as terem confirmadas para testar a reacção da opinião pública. Não se gastavam neurónios em avaliações de mercado nem se corriam tantos riscos, para além do que, provado que está, avanços e recuos informativos vendem bilhetes. Claro que também podemos virar o feitiço contra o feiticeiro: queremos White Stripes em Portugal? Vamos anunciá-los já para um festival de Verão a ver o que acontece…

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