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“Olhares, gestos, expressões, como é óbvio, podem comunicar desejo ao outro, mas o que expressamos com os nossos olhos, mãos e bocas raramente é capaz de significar a pura ascendência do desejo sobre nós, porque usualmente o que «dizemos» com os nossos olhos, mãos e bocas é pesadamente mediado pelo vocabulário cultural, sobretudo, se calhar, nos nossos dias. Aprendemos com os filmes como é que soa o despertar sexual, e – como com outra língua qualquer – registamos a gramática e a sintaxe sem estarmos conscientes disso. Quanto mais convencional e estilizada a linguagem for, mais opacos seremos uns para os outros. O desejo transforma-nos profundamente por «dentro», altera a cor, o cheiro e a temperatura do mundo para nós, modifica a experiência que temos dos nossos corpos, domina-nos de um modo diferente. Mas o corpo tal como aparece aos outros no mundo – o único corpo a partir do qual as pessoas podem obter o conhecimento sobre nós – frequentemente actua como máscara em vez de ser uma revelação desta transformação mágica.

O pénis tem a capacidade única de tornar o sentimento erótico visível e manifesto a outra pessoa, com uma transparência de resposta que pode ser profundamente comovente do ponto de vista sexual e dominante para aquele que despertou a resposta.”
by Susan Bordo, in O Corpo do Homem

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