Nem Iluminismo, nem Pós-Modernismo

Nem a crença cega na razão humana (de que carecemos) nem o relativismo elevado ao absurdo (que nos limita a acção). O Immanuel sempre é mais simpático do que o Michel, mas os idealistas também fazem estragos. E se o progresso não é necessariamente positivo, o niilismo não apresenta qualquer solução para os problemas colocados pelo primeiro. A dúvida é saudável e essencial, desde que não seja apenas mais um dogma. E a natureza humana continua a colocar-nos muitas dúvidas (mas não tantas que eu queira ser antes uma lagarta). Os ‘ismos’ não estão mortos e a democracia não está moribunda.

O meu copo está meio cheio de esperança, meio vazio de fé. Preciso de algo em que acreditar. Rejeito a Humanidade, mas alimento a minha convicção com a obra de seres humanos. E agora? No menu não escolho nem carne, nem peixe: bife de atum.

Post Scriptum aos preciosistas: sim, bife de atum é peixe (e quem diz que as figuras de estilo têm como pré-requisito serem exactas?).

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